sábado, 21 de dezembro de 2013

Tribunal dá sinal verde para casamento gay em Utah, nos Estados Unidos

Um juiz federal declarou nesta sexta-feira ilegal a regulação que impede o casamento de pessoas do mesmo sexo no estado conservador de Utah, principal local da fé mórmon no país, por entender que viola os direitos de igualdade processual garantidos pela Constituição dos Estados Unidos.

A decisão do juiz Robert J. Shelby anula assim uma lei aprovada em plebiscito em 2004 pelo qual 66% dos eleitores em Utah votaram pela definição de casamento como um enlace só possível entre um homem e uma mulher.

A Promotoria do condado de Salt Lake City informou aos funcionários públicos que, em vista da resolução, a partir de agora teriam que aceitar os trâmites de casamentos de homossexuais e lésbicas. "A menos que haja uma mudança, a situação atual da lei indica que não podemos proibi-los", assegurou o promotor do condado, Siim Gill.

Em comunicado, o governador de Utah, Gary R. Herbert, mostrou sua indignação com a decisão e acusou o juiz Shelby de ser "um ativista" que tenta se impor à "vontade do povo". "Estou trabalhando com meus conselheiros legais e o procurador-geral para determinar a melhor via para defender o casamento tradicional dentro das fronteiras de Utah", assegurou Herbert.

Segundo a agência de notícias EFE, a Procuradoria Geral informou em uma breve nota que estava estudando a decisão do juiz e se apresentará uma apelação.

Após a notícia, começaram a acontecer os primeiros casamentos em Salt Lake City, onde o prefeito, Ralph Becker, anunciou que está disposto a passar toda a noite para casar os homossexuais que puder.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmon) mostrou sua confiança em que os tribunais retificarão o pronunciamento do juiz Shelby.

"Continuamos achando que os eleitores de Utah fizeram o correto com uma clara diretriz na constituição do estado sobre que o casamento deveria ser entre um homem e uma mulher", disse seu porta-voz, Cody Craynor.

Nem todos os mórmons estavam desapontados. Um grupo chamado Mórmons Pela Igualdade aplaudiu a decisão, dizendo que era especialmente doce vindo do "coração de nossa fé".

O grupo está entre os líderes de um movimento crescente entre os mórmons para incitar a Igreja SUD a ensinar que o homossexualismo não é pecado.

O veredito desta sexta-feira tornou Utah o 18º estado dos EUA onde os casais do mesmo sexo já podiam se casar.

Fontes: Portal Terra e Standard-Examiner

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias está aberta a visitação em Mossoró (RN)

Igreja SUD entra para o Instagram

A Sala de Noticias Mórmons acrescentou outra conta nas mídias sociais à sua lista. Agora ela é membro oficial do serviço de compartilhamento de fotos e vídeos Instagram. A Sala de Imprensa Mórmon também pode ser encontrada no Facebook, Twitter, Google+ and YouTube.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias anunciou a conta essa semana e compartilhou um dos primeiros vídeos postados na conta, um vislumbre da cerimônia de iluminação de Natal no Templo de Washington DC.


Outros vídeos compartilhados no Instagram incluem um vídeo em time-lapse das luzes de Natal na Praça do Templo em Salt Lake City, um clipe do Concerto de Natal do Coro do Tabernáculo Mórmon e um discurso do Élder L. Tom Perry do Quórum dos Doze.


O Instagram, que foi fundado em outubro de 2010, tem atualmente 150 milhões de membros ativos, de acordo com a Forbes, e continua a crescer. A Forbes também relatou que mais de 60 por cento de seus usuários são de fora dos EUA. O Facebook comprou o Instagram em 2012.

Embora a Sala de Imprensa Mórmon tenha acabado de entrar para o Instagram, na manhã de quarta-feira a conta tinha quatro posts e quase 500 seguidores.

Recentemente, membros do Quórum dos Doze também entraram para o Google+ e o Facebook.

Jared Covington, conselheiro sênior para mídias sociais da Igreja, disse a Ryan Morgenegg, do LDS Church News, por que líderes SUD estavam entrando para páginas sociais.

"Em última análise, queremos oferecer às pessoas uma maneira segura e oficial para acompanhar o ministério dos irmãos em plataformas de mídia social populares", disse Covington.

As informações são do Deseret News.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Ramo Assis realiza confraternização de Natal

http://img35.imageshack.us/img35/4936/xlgq.jpgOs membros do Ramo Assis (Estaca Marília Brasil) de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmon) realizam amanhã a confraternização de Natal do Ramo. Visitantes são bem-vindos.

A confraternização será realizada a partir das 19h30 na capela do Ramo Assis, localizada na Rua Doutora Ana Barbosa 1016, próximo à Loja Maçônica Ordem e Justiça e à Cervejaria Malta, em Assis (SP).

Contamos com sua presença. Traga um amigo para conhecer a Igreja.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Dissertação SUD: Mórmons praticaram a poligamia após o Manifesto

Apenas dias após um juiz federal derrubar partes das leis anti-poligamia de Utah (EUA), a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias publicou uma dissertação oficial sobre suas ligações históricas com o casamento plural, incluindo um reconhecimento de que a prática persistiu mesmo no início do século 20.

Um artigo cuidadosamente redigido, "O Casamento Plural e as Famílias no Início de Utah", foi postado na segunda-feira na página de tópicos do evangélho em lds.org, o site da Igreja, e explicita o experimento do mormonismo com a poligamia.

Ele vem na esteira da decisão do juiz federal Clark Waddoups emitida sexta-feira de que os estatutos de "coabitação ilegal" de Utah eram inconstitucionais. O ensaio também segue a divulgação, na semana anterior, pela Igreja SUD de um artigo sobre "Raça e o Sacerdócio", repudiando teorias por trás de sua antiga proibição de que negros fossem ordenados ao sacerdócio exclusivamente masculino.

A maioria dos detalhes n na dissertação sobre o casamento plural são bem conhecidos de historiadores, mas alguns deles podem ser novidade para mórmons de longa data ou novos convertidos na Igreja, atualmente com 15 milhões de membros.

A prática de homens SUD de se casar com mais de uma esposa começou com a revelação divina do fundador da Igreja, Joseph Smith, no começo da década de 1840, diz o site. "Subsequentemente, por mais de meio século, o casamento plural foi praticado por alguns Santos dos Últimos Dias".

Em 1890, o artigo diz, Deus "inspirou" o então Presidente da Igreja, Wilford Woodruff, a divulgar um comunicado que ficou conhecido como "o Manifesto", inaugurando o fim da prática da poligamia na Igreja.

No Manifesto, agora canonizado nas escrituras mórmons como "Declaração Oficial 1", Woodruff "declarou sua intenção de respeitar as leis dos EUA que proibiam o casamento plural e usar a sua influência para convencer membros da igreja a fazer o mesmo".

Após esse período, a Igreja pregou a monogamia, mas alguns "novos casamentos plurais foram realizados entre 1890 e 1904, especialmente no México e no Canadá", assim como "um pequeno número" nos Estados Unidos.

Depois de 1904, "a igreja proibiu estritamente novos casamentos plurais", diz o artigo. "Hoje, qualquer pessoa que pratique o casamento plural não pode se tornar ou permanecer como membro da Igreja".

Mórmons não sabem completamente por que Deus instituiu o casamento plural, diz a dissertação, mas ele ensinou aos membros da nova fé o princípio do "sacrifício pessoal", "o espírito do altruísmo e o puro amor de Deus por todos os envolvidos".

Famílias polígamas produziram um grande número de crianças mórmons, permitiu virtualmente a todos os membros que queriam se casar se unir a uma família, reduziu a desigualdade de renda entre as famílias e ajudou a unir "uma população de imigrantes diversa", diz o artigo. "O casamento plural ajudou a criar e fortalecer um senso de coesão e identificação de grupo entre os Santos dos Últimos Dias".

Mórmons vieram a ver-se "como um 'povo peculiar', ligado ao convênio para realizar os mandamentos de Deus apesar da oposição de fora", diz, "desejando suportar o ostracismo por seus princípios".

Jan Shipps, um estudioso da religião americano aposentado em Indiana (EUA) e um preeminente especialista em mormonismo elogia a dissertação como um "sumário bem feito do que foi coberto por vários estudiosos que passaram anos pesquisando o casamento plural".

É também uma resposta oportuna a todas as informações históricas ruins na internet, diz Shipps. "Agora as pessoas que pesquisam no Google uma pergunta sobre a história mórmon vão conseguir boas respostas eruditas, ao invés do tipo que tem sido fornecida por anti-mórmons ou pessoas que não são especialistas na área".

Shipps vê o ensaio como uma parte dos esforços recentes da Igreja na transparência sobre seu passado. "A Igreja se tornou de longe mais aberta sobre sua história do que já foi, tornando informações reais disponíveis aos membros e ao público".

Mesmo que o casamento plural seja uma memória distante na Igreja SUD, as escrituras mórmons — tais como Doutrina e Convênios Seção 132 — descrevem e defendem a prática e permanecem parte do cânone da Igreja.

Além disso, homens podem ser "selados" ou casados para a eternidade (o rito de coroação do mormonismo) com mais de uma mulher, enquanto uma mulher pode ser selada a apenas um homem.

Alguns apontam para essa política como prova de que, sob a doutrina SUD, a poligamia continuará no Paraíso.

O novo artigo da Igreja sobre casamento plural não faz menção do futuro.

Mas, após a decisão de Waddoups na semana passada, um porta-voz da Igreja enfatizou que os mórmons "não praticam a poligamia, independente de sua aceitação legal ou cultural". Mesmo em países que permitem o casamento plural, polígamos não estão autorizados a juntar-se à fé mórmon e membros que que praticam a poligamia são expulsos.

As informações são do Salt Lake Tribune.

Outros fatos sobre a poligamia mórmon
  • Alguns homens mórmons foram recrutados para praticar a poligamia; outros fizeram a escolha por si mesmos.
  • Brigham Young e outros líderes SUD tinham grandes famílias polígamas, mas "dois terços dos homens polígamos tinham apenas duas esposas de uma vez".
  • Mulheres infelizes em seus casamentos podiam se divorciar e casar de novo.
  • Durante a década posterior à chegada dos pioneiros mórmons em Salt Lake City, um número de mulheres SUD, como seus homólogos da fronteira, se casavam aos 16 ou 17 anos ou, raramente, mais jovens".
  • Em 1857, cerca de metade dos residentes do território de Utah viviam em uma família polígama. Esse número caiu para não mais que 30 por cento em 1870 e continuou a cair depois disso.
Fonte: "O Casamento Plural e as Famílias no Início de Utah" em lds.org